Araraquara, 10 de março de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Polícia: Acusados de matar jornalista serão julgados em março
Os cinco acusados - quatro policiais militares e um comerciante - da morte do jornalista Luiz Carlos Barbon Filho, de Porto Ferreira, na região de Ribeirão Preto (SP), serão julgados no Quinto Tribunal do Júri, em São Paulo, em 25 de março. O julgamento foi marcado pelo Tribunal de Justiça (TJ).
Barbon, então com 37 anos, foi executado com dois tiros de espingarda calibre 12, em 5 de maio de 2007, na porta de um bar, em Porto Ferreira, na região de Ribeirão. Dois homens cometeram o crime e fugiram numa moto. O crime teria sido uma represália às reportagens feitas por Barbon contra ações ilícitas dos PMs na cidade.
"Pelos crimes imputados aos acusados, pelo Ministério Público Estadual, cada um poderá ser condenado pelo menos a 20 anos de prisão", diz o advogado Ricardo Ramos, assistente da acusação da Promotoria, que defende também a família de Barbon.
Segundo Ramos, a mulher de Barbon, Kátia, irá depor. Kátia e os dois filhos do casal entraram no serviço de Proteção à Testemunha e saíram de Porto Ferreira após se sentirem ameaçados Após o julgamento, ela poderá retornar à sua vida normal, se quiser, segundo Ramos. "Isso depende apenas dela, pois as pessoas que a ameaçaram estão presas", comenta Ramos.
O julgamento começará às 9 horas de 25 de março e poderá durar até cinco dias. O juiz será Cassiano Ricardo Zorzi Rocha. Os réus são o sargento da Polícia Militar, Edson Luis Ronceiro, os soldados Valnei Bertoni e Paulo César Ronceiro, o capitão Adélcio Carlos Avelino e o comerciante Carlos Alberto da Costa.
Os PMs estão detidos no Presídio Romão Gomes desde 4 de março de 2008, após pedido do promotor Gaspar da Silva Júnior à Justiça. Costa está na Penitenciária de Itirapina.
Os acusados irão responder por homicídio, tentativa de homicídio e formação de quadrilha. Paulo Ronceiro conduzia a moto e Bertoni teria feito os disparos contra Barbon.
Agência Estado