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Araraquara, 09 de fevereiro de 2010
Cidade sábado, 1 de setembro de 2007 Escolas criticam proibição de celulares A proibição do uso de telefones celulares nas escolas públicas e particulares é considerada equivocada
Sérgio Pierri
Foto: Sérgio Pierri
As alunas da Escola Estadual Dorival Alves garantem que só usam o telefone celular fora do horário de aulas
A proibição do uso de telefones celulares nas dependências de escolas públicas e particulares, aprovada pela Assembléia Legislativa na última terça-feira, é considerada equivocada e exagerada por representantes de instituições privadas e sem maior importância por um coordenador de escola estadual de Araraquara.

Alberto Pieretti Santana, coordenador pedagógico do Ensino Médio (EM) e diretor do Colégio Progresso, visualiza a elaboração de uma lei proibitiva como um modo equivocado para tentar resolver uma questão cujo viés mais adequado é a educação. “As crianças e adolescentes precisam ser educados para aprender a usar o celular nos horários e locais corretos”, destaca.

Ele observa que a orientação na escola é para que os alunos não levem o aparelho celular, pois o colégio se compromete e dispõe de equipamentos e todo aparato para que alunos e familiares mantenham contato quando for necessário. No entanto, muito dos estudantes levam o celular para o colégio, mas são orientados para não o utilizar no horário de aula. Em casos de mau uso, o aparelho é retirado do aluno e apenas devolvido para os pais.

Leila Cristina Vila Verde, coordenadora pedagógica da Educação Infantil e Ensino Fundamental 1 do colégio Coeducar, afirma que a orientação é para que os alunos não levem o celular à escola. Ela interpreta a criação da lei como exagero e acredita que o problema pode ser resolvido com bom senso. “A escola deve ter autonomia para, junto às famílias dos alunos, definir se o celular pode ou não ser usado”, diz.

Na Escola Estadual Dorival Alves, segundo Anderson Pereira, coordenador, as normas já determinam que telefone celular, MP3 e MP4, gravadores, rádios e walkman não sejam utilizados. Mas, são poucos os alunos que conseguem resistir aos apelos da tecnologia. “A maioria dos alunos tem aparelho celular e muitos trazem para a escola. Quando o aluno usa em horário inadequado retiramos o aparelho dele e só devolvemos para os pais. Tanto faz se a lei será ou não aprovada, pois já temos esta preocupação”, afirma.

Ana Caroline Esteves, de 14 anos, diz que leva o celular para a escola e aproveita para entrar em contato com a família, mas não o usa durante a aula. “Deixo programado para vibrar, assim não atrapalha se tocar”, relata. Ingrid Galvão Alves, 13, afirma que usa o celular apenas na saída da escola. Malena Caroline dos Santos, 13, conta que leva o celular e o aparelho MP3 de vez em quando. “Já ouvi música durante a aula. O professor ficou bravo e falou para eu desligar o aparelho”, conta. “Outro dia o meu celular tocou na aula e a professora não deixou atender”, lembra Kaique Ferreira Bigote, 14.

O deputado estadual Orlando Morando (PSDB), autor do projeto, explica que o objetivo é preservar a essência do ambiente escolar. Para entrar em vigor, o projeto depende da sanção do governador José Serra (PSDB).
Juliana Campos


Comentários sobre essa notícia
Marta Pires disse:
- 16/09/07 - 21:28



Os alunos das escolas públicas, não obedecem quando o professor pede para desligar o MP3 do celular.O professor está explicando o conteúdo e os alunos não tiram os fones de ouvido.
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